Beautiful day... é sempre assim um brevet no Alto Minho e pela
terceira vez voltei a participar. Tenho muitos motivos para não falhar
este evento em que cada quilómetro tem de ser devidamente apreciado.
Aquelas paisagens são de sonho, mas daqui a algumas semanas quando a
Primavera chegar em força, estarão ainda mais bonitas.
![]() |
| A caminho do norte |
Sinceramente, a única parte cansativa é a viagem de cerca de 370 kms de regresso a Lisboa, de autocarro.
![]() |
| À saída - os sorrisos de confaternização |
![]() |
| Eu e a Nikita - companheiras de longos caminhos. |
Nos quilómetros iniciais ainda tive oportunidade de acompanhar o grupo dos simpaticos ciclistas do Club Ciclista Riazor da Corunha que este ano marcaram presença.
![]() |
| Club Ciclista Riazor da Corunha |
A passagem pela Ponte Medieval sobre o rio Vez, a subida ao Sistelo, a descida vertiginosa até Monção, a subida desde S. Pedro da Torre até S. Bento da Porta Aberta e depois de Rubiães, a estrada fascinante que acompanha o serpentear do rio Coura, reúnem todos os motivos para não falhar este brevet. Será preciso ainda acrescentar, as cascatas de água que brotam das paredes da montanha ou a imagem dos cavalos selvagens que pastam tranquilamente à beira da estrada?
![]() |
| Ponte Medieval sobre o Rio Vez |
De ano para ano vou tentando gerir o meu motor de baixa potência; após os quilómetros iniciais, a vontade de continuar cresce e o objetivo de chegar ao fim transforma-se em certeza. Há outros componentes que me facilitam a vida: bastante prudência e alguma sorte. Tive sorte de estar um dia perfeito, da companhia ser boa e de mal sentir os quilómetros que passaram. Fui pedalando com este e aquele, mas a partir de Arcos de Valdevez, contei com a companhia do Marcelo, que já conheço do brevet 300 do Baixo Minho e Barroso de 2013. Depois do posto do controlo do Sistelo, o nosso grupo cresceu com os animados veteranos Fernando e Jacinto, companheiros de pedaladas de outros brevets.
![]() |
| Almoçamos em Monção |
Juntos, almoçamos em Monção, lanchamos em Caminha e chegamos a Viana do Castelo onde o trânsito fraturou o grupo durante alguns quilómetros. Voltamos a reagrupar depois de passar a ponte Eiffel, com o Marcelo a uma escassa distância de nós.
Sem vestígios de cansaço, apenas sinais de alegria e satisfação, assim concluímos mais um brevet com um brilhozinho nos olhos.
Pela primeira vez consegui desmontar e montar a bicicleta sem pedir ajuda e, reunir coragem para pedalar nela depois; os guarda lamas ficaram danificados durante a viagem de autocarro, mas foi por minha culpa que não os desmontei. Por essa razão, como ainda não tenho um suporte Bagman, a mala Carradice, roçava imenso na roda traseira e o pano da mala sofreu um desgaste bem visível. Terei de procurar outra solução.
O segurança da Estalagem onde estava hospedada, abriu-me a porta quando cheguei e simpatico, carregou a bicicleta escadas acima. "Hoje o jantar dançante está fraco - comentou. Há falta de senhoras. Não quer vir dançar?". Esta sugestão deu-me uma enorme vontade de rir, minutos depois antes de mergulhar num sono profundo.
Este brevet foi organizado pela Via Veteris que mais uma vez nos recebeu com uma enorme simpatia. O meu obrigado ao José Ferreira, ao Manuel Miranda e aos voluntários.










Sem comentários:
Enviar um comentário