“A perfeição é alcançada a passos lentos; é necessária a mão do tempo.” (Voltaire)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Rabiscando


Depois da queda de bicicleta, nunca mais voltei a desenhar como dantes; o polegar direito ficou deformado e ainda me sinto muito insegura ao pegar num lápis e rabiscar. Aos poucos e com vontade a coisa vai. Nunca perdi a esperança.
Bonecos pós acidente.


Reflexão da Luz

Juntas, vamos para longe











Tentando inventar jersey que emagrece.




Lembrança distante.



Inspiração.

A minha princesa.


Às vezes apetece fugir.

Meninos! Vamos estudar a propagação do som!

Aula de Física


Traço de Giz - ensinar a 3ª lei de Newton
Que tal um bike fit?






Um dia lindo de sol e eu cheia de vontade de pedalar.



 Diretamente do baú de recordações jurássicas. No meu ano de estreia como professora criei este cartaz para ajudar os finalistas a ganhar uns trocos. Bons tempos. Esta escola foi muito especial. Há alunos que ainda guardam esta t-shirt.


Ena! momento selfie... não correu bem, mas pronto!
Quem trocou tintas, pinceis, super herois de BD por pedais e estradas sem fim? (nunca consigo fazer uma selfie de jeito...ai que horror! roupa de lycra e da Berg! ainda se fosse Rapha! )



domingo, 26 de janeiro de 2014

L'Antique BRM200kms



Às vinte e duas e quinze de sábado, 25 de janeiro, eu estava na estação de comboios de Vila Franca de Xira à espera do comboio das vinte e três e quatro. A estação àquela hora tem um aspeto sinistro e desolado. Estava completamente sozinha, ou quase. No elevador da estação um rapaz com aspeto inquietante entretia-se a subir e a descer. Vinte minutos depois, apareceram duas pessoas: um rapaz muito louro com óculos de massa, lábios preenchidos com botox e uma rapariga africana. Falavam do mesmo que eu pensava. Que a estação era muito perigosa e isolada nos fins de semana à noite. Juntei-me a eles e ficaram contentes por sermos um trio. Iam para Lisboa para o Bairro Alto, ter com amigos. O rapaz tinha a mala cheia de pinceis de maquilhagem, base para disfarçar as borbulhas e tinha um tique: estava sempre a espalhar creme nas mãos, muito secas, explicou ele. A rapariga ia ter com amigos para uma festa de anos. Eu, disse que só queria chegar a casa, pois tinha passado o dia a pedalar cerca de 200 e tal quilometros. O cigarro, quase caía dos lábios do rapaz louro e os dois ficaram interessados em saber por onde tinha andado neste sábado. Afinal, estava frio, vento, e a única forma de passarmos melhor o tempo era a conversar. Os três, eu e eles estavamos aliviados por termos companhia de viagem até Lisboa. Eles tinham medo de estar sozinhos numa carruagem quase deserta, num sábado à noite. Uma vez fui assaltado, confidenciou o rapaz louro, enquanto eu apreciava invejosa as suas lindas sombracelhas cuidadosamente arranjadas. É curioso como por vezes é tão facil conversar com pessoas com um estilo de vida que está a anos luz da nossa. Foi a segunda vez neste sábado, que me juntei a um grupo por sentir que juntos, seríamos mais fortes.

Posto de Controlo 1 - Saída de Vila Franca de Xira
Éramos cinco. Pedalamos juntos, quase até aos últimos quilómetros do posto de controlo de chegada. Foi a primeira vez que consegui pedalar num grupo tão "numeroso". Normalmente, mais de três pessoas já é uma multidão para mim e o costume é ir sozinha. Desta vez, talvez por gostar da companhia, achei que seria melhor, para o bem e para o mal acompanhar aqueles quatros moços no L'Antique. Pedalar desta forma exige um compromisso invisível e conseguir mantê-lo até ao fim. Apesar de termos sido os últimos a chegar, devido a muitos fatores, pois todos esperavam uns pelos outros, nem dei pela passagem dos quilómetros. Tive muita sorte neste sábado.
Uma estrada secundária (quase) sem carros.
Estava vento, chuviscava, mas a temperatura era bastante amena. Levei 4 bananas, 4 sandes de queijo e presunto, meio pacote de bolacha maria e bebida na camelbak. Como sempre, a parte mais difícil foi sair de casa às cinco da manhã, com apenas quatro horas de sono. Eu não tenho vergonha de dizer que durmo em média cerca de sete a oito horas de sono profundo. Estavam lá os habituées destes eventos, alguns estreantes e senti a falta dos animados amigos do Norte, que dão aos brevets um colorido especial.
Este brevet que passa por estradas antigas, em mau estado, tem uma navegação difícil e exige bastante concentração.
Senti-me sempre bem e sem queixas especiais no corpo. A Nikita de regresso às viagens longas, foi a heroína do dia. No ano passado, com a minha anterior bicicleta, o meu corpo sofreu e berrou naquele empedrado, nas estradas esburacadas e irregulares. Este ano a Nikita, prestou-me um grande serviço, mostrando porque é tão especial. O empedrado parecia liso e ultrapassei os obstáculos sem dores no corpo. 
Depois da chuvinha molha-parvos, veio o vento arreliante e senti muitas vezes que a bicicleta fugia. Foi o único senão. Com a Charge isso é raro acontecer.
Não me posso queixar muito pois este passeio de 200 quilómetros foi mesmo isso, um passeio.
Ponte do Cação

As paisagens do Ribatejo, que apesar de não serem as minhas favoritas, têm uma magia própria nestes dias. Depois de Santarém, a longa estrada para Vale Figueira, sempre chicoteados pelo vento, oferece a oportunidade de arrumar os pensamentos e meditar sobre o sentido da vida...e a vida nestes lugares tem um ritmo instalado há séculos. Deixamos para trás pessoas que olhavam-nos com curiosidade e correspondiam ao nosso cumprimento. Atenção ao próximo ponto de "navegação difícil", virar à direita para a Ponte do Cação. Perguntei a uma velhinha sentada num banco se sabia onde ficava a ponte. Disse-me que era surda e não ouvia bem.
Descobrimos a bela ponte. Respondemos a uma questão e registamos a hora de passagem. Continuamos a navegar.
Seguimos depois em busca da Quinta da Cardiga, que parou no tempo. Não resisti a tirar uma foto encostando a Nikita à porta do palacete.
Quinta da Cardiga
Dei um salto. Do interior, vinha um barulho de correntes a arrastarem-se e um cão rosnou zangado com a invasão. 
Uma dentada na sandes, antes de me meter numa estrada de terra batida. Quase quase mountain bike.
A bela Constância aguardava-nos, mas aqueles curtos quilómetros foram os piores do dia, com o vento a redobrar de intensidade. Se eu soubesse fotografar em andamento, tirava fotos às árvores para mostrar como os ramos se curvavam. 
Em Constância
Tancos e a seguir... Constância. Fomos descobrir a Esplanada Pezinhos no Rio. Ali o vento não chega e o Sol convida-nos a lanchar.
Na Esplanada Pézinhos no Rio, Constância

Ninguem se fez rogado, apesar do cuidado com as horas, porque tinhamos de chegar a tempo nos três postos de controlo seguintes.

Constância - Posto de Controlo
A surpresa agradável, foi que dali para a frente o vento deixou de castigar-nos, durante muitos quilómetros.
Atravessamos mais uma ponte sobre o Tejo e passamos para a N118, mas só durante poucos quilómetros; depois da Chamusca e da Estátua do Trabalhador Agrícola, regressamos às estradas municipais e às estradas agrícolas por onde passam os tratores. No posto de controlo de Alpiarça, trinta e oito quilómetros depois de deixarmos Constância, esperava-nos o rosto simpático e sorridente da Filomena, que nos tirou fotos e carimbou os nossos cartões. Partimos e o trânsito muito intenso na estrada, num sábado à tarde, tornou-se enervante. Um carro passou quase a rasar a minha perna. Felizmente, regressamos à estrada esburacada onde só nos cruzamos com um trator e um carro com um atrelado para cavalos. A noite caiu e os buracos exigiam mil cuidados. Cinco farois de cinco randonneurs, tranformaram a noite em dia e permitiram uma travessia tranquila. 
- Penúltimo posto de controlo e última questão: quem assina o graffiti debaixo da ponte é um tal "insider". Eram 18h26 e no horizonte desapareciam os últimos raios do Sol. Atravessamos a ponte Rainha D. Amélia para Porto de Muge e na Valada voltamos ao caminho por onde passamos de manhã. Nem um candeeiro. Escuro como bréu. Atenção! Estrada em mau estado! Ao fim de 190 quilómetros, a resistência começou a quebrar e algumas dores no rabo, nos joelhos, fome e a tentação de parar ameaçavam o nosso objetivo. Ali fazia um frio húmido e o vento voltou a soprar forte. Disse que parar naquele sítio era pedalar para trás e seria melhor aguentar mais um bocado até Azambuja, onde há uma estação de serviço com comida, bebida e casa de banho. Azambuja parece tão longe! Olha que não, disse eu. Já faltou mais. 
Última paragem em Azambuja, aos duzentos quilómetros e continuamos para a etapa final, regressando à estrada da Central Elétrica. Um brevet com poucos carros, por estradas desertas é tão bom, mesmo que as estradas estejam em péssimo estado e os miolos debaixo casco fiquem todos remexidos com os solavancos. 
Era noite quando chegamos, sorridentes e felizes.
Posto de Controlo 9 - Chegada a Vila Franca de Xira- sorriso de orelha a orelha.

O meu agradecimento a todos os que organizaram e se voluntariaram para que este brevet acontecesse e pudessemos pedalar. 
O registo do meu Garmin


"Don't think about doing it.
Don't talk about doing it.
Do it."

A Full Positive Energy Bag helps a lot.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Windy, wet and cold weekend days

Tenho uma relação difícil com o vento.




O dia pode estar frio, chuvoso ou demasiado quente. Suporto relativamente bem, mas basta uma rajada de vento para desanimar. A minha experiência com os dias ventosos é muito desagradável. Sou empurrada, arrastada, fico simplesmente desorientada, vulnerável quando ele assobia e deixo de ouvir a aproximação dos carros. Se fosse eu a mandar todos os dias seriam bafejados por uma brisa amena, com menos de 15km/h.

No sábado, estava tanto vento que só saí porque tinha muita vontade de pedalar. Achei que não ia muito longe, talvez vinte quilómetros e com muita sorte. Uma nuvem passageira largou uns pingos de chuva e o vento afinal tornou-se mais ameno. O maior perigo eram as estradas bastante escorregadias e lamacentas. É nestas alturas que é bom ter um guarda-lamas. Os vinte quilómetros foram de aquecimento e resolvi endurecer mais a volta, juntando umas subidas. Upa! Vamos fazer força! Inicialmente tive a companhia de dois ciclistas que giravam no parque de estacionamento da estação de comboios. "Vou fazer umas subidas na Trafaria, querem vir comigo?" - eles recusaram e avisaram-me que devia levar comida. Primeira subida, e logo uma carga de água. "Não sejas maricas"- pensei e continuei. O vento começou a soprar mais forte e insisti. Mais disciplina. As repetições são sempre aborrecidas, por isso tento descobrir um motivo de interesse, na segunda, na terceira e na n repetição. À segunda vez passou uma colega de carro que acenou a mão ao ultrapassar-me. Na terceira vez, ao contornar uma rotunda, surpreendi o meu irmão a passar de carro e lá dentro as cabecinhas das sobrinhas agitaram-se: "Olha a tia". À quarta repetição, fui ultrapassada, por um carro patrulha da polícia local, que desta vez manteve uma distância correta, em vez da razia a que já me habituaram. Ouvi os cães das quintas a ladrarem furiosos cada vez que passava. Uff... não aguento mais, eles tinham razão, quanto ao abastecimento. Um arrepio de fraqueza, dispara o alarme. Só mais uma rampa, não custa muito, lá em cima é tudo plano. Bolas, um cão! Rapidamente fiz uma inversão do caminho e subi por outra rampa um pouco mais inclinada. O pacote de bolachas com que vinha a sonhar há algum tempo ia-se tornando cada vez maior. Já está. 61 quilómetros e 1100 metros de ganho de elevação. Ena, que voltinha boa!
Bastava ter levado uma banana ou gel e teria dado mais duas voltas. Nos brevets este descuido é a morte do artista.
Parque da Paz, Almada


Domingo. Acordei com uma vontade inadiável de caminhar. Dia perfeito para uma caminhada no Parque da Paz, para esticar as pernas(agora que não posso correr), aliviar o stress e realinhar os chakras.



O prazer da caminhada, é o da descoberta. Nunca tinha visto esta parede pintada com graffiti, se calhar por estarem escondidos num parque de estacionamento repleto de carros. Aos domingos não há carros e a arte parece saltar da parede.
Centro Sul, Almada
Centro Sul, Almada
Já não caminhava tanto há algum tempo e... os joelhos não reclamaram. Mais 1,5 quilómetro e teria chegado aos vinte quilómetros sem receio.
Agora sim, vamos ao check list para o L'Antique.

Iníc:io do check list:
Uma tarde bem passada numa aula de mecânica na BykeMaia

domingo, 12 de janeiro de 2014

Com dor ou sem dor

Durante quatro anos usei e abusei dos pedais SPD da BBB :
SPD BBB
De há um ano para cá as dores dos joelhos têm sido uma visita frequente; por vezes desaparecem, noutras aparecem sem serem convidadas e incomodam bastante.As dores foram piorando com o aumento do número de quilómetros. Em dezembro, fui forçada a abrandar devido a uma tendinite
No final do ano passado, em dezembro a Charge entrou na minha vida e, com ela chegou também um par de pedais diferentes: - uns pedais de cicloturismo PD-A520 - Shimano.


Shimano  A-520
No início foi muito complicado habituar-me aos pedais A520 que só encaixam de um lado, mas rapidamente notei as diferenças. Uma plataforma mais larga e uma estabilidade maior no pé. Gostei tanto que arrisquei e coloquei estes pedais na Nikita, para pedalar cerca de 400 quilómetros noTroia-Sagres-Lagos-Troia. Que loucura, duas semanas depois de ir ao ortopedista, ia meter-me nesta aventura. Surpresa: fui e voltei, sem dores nos joelhos.

Entretanto voltei a colocar os pedais da BBB na Nikita e dei uma voltinha trabalho-casa de 51 quilómetros.


Cheguei a casa bastante aflita com dores inquietantes nos joelhos, como se tivesse alfinetes espetados. Descansei um dia e no sábado, dia 10 de janeiro, levei a Charge até à serra da Arrábida, para pedalar à bruta. Dei uma volta no sentido horário e duas voltas no sentido retrógrado, num total de 105 quilómetros e 2500 metros de acumulado (os cães de guarda da serra estavam a dormir). Fiquei de rastos, mas as dores nos joelhos desapareceram milagrosamente.

Acho que durante uns tempos não vou largar estes pedais e, se possível passar à versão melhorada deles, os Shimano PD-A600 Road SPD Pedal

shimano pd a600 road spd pedal   Shimano PD A600 Road SPD Pedal
http://bikereviews.com/2010/03/shimano-pd-a600-road-spd-pedal/

Nota: Por que razão não uso pedais e sapatos de estrada? Porque o tipo de uso que dou à bicicleta não justifica. Se eu encaixasse o pé no pedal quando saio de casa e só desencaixasse ao voltar, ai sim, nem hesitaria em trocar. Lembro-me por exemplo daquela vez num brevet de 300kms em que dei uma queda a 12 quilómetros da chegada. Como tinha o ombro dorido e a bicicleta danificada, fui a pé para não ser desclassificada (gente "crazy" da cabeça...disse alguém muito baixinho, pensando que eu não ouvia). Se nesse dia, tivesse sapatos de estrada, teria de descalça-los com toda a certeza.

sábado, 4 de janeiro de 2014

As bicicletas que eu já tive

As fotos que vão ficando, transportam muitas recordações e não deixam o tempo diluir as belas histórias. Desde o triciclo de madeira construído pelo meu pai, quando eu era bebé, até à bicicleta de aço atual, o caminho percorrido, tem um track desenhado pelo Destino; nem sempre foi ou será linear, mas continua a valer a pena.
O lugar onde nascem os sonhos.
No verão de 1986, quando aguardava ansiosa pela lista de colocações na Faculdade, participei na brincadeira num concurso da Tulicreme. Tinha de ilustrar como era bom comer pão com Tulicreme. Fiz um desenho e enviei.
Qual não foi a minha surpresa quando algumas semanas depois, o meu pai recebeu uma carta a comunicar que eu, não só tinha conquistado o primeiro lugar, como uma bicicleta BMX. Infelizmente só tenho uma foto muito má dessa bicicleta e por isso, mostro aqui o esquema dela. Era vermelha com punhos e pneus amarelos.
  
Foi uma festa. Os meus quatros irmãos andaram nela até os pneus ficarem carecas. Foi nesta bicicleta que eles aprenderam a pedalar. Numa tarde de agosto, peguei na bicicleta, que afinal era minha e tentei montar. Caí logo na primeira tentativa. Em vez de desistir, insisti a tarde toda, apesar das esfoladelas e à noitinha já tinha adquirido alguns conhecimentos básicos e estava obviamente viciada. 
A faculdade e os anos que se seguiram e foram muitos, adormeceram estas belas recordações e fui adiando o dia em que voltaria a pedalar.
Em 2008, a convite de um colega meu, fui passar uns dias a Aveiro. Conheci a Praia da Barra, Ílhavo e fiquei deslumbrada com a naturalidade com que as pessoas pedalavam. Decidi, que iria deixar de pagar a mensalidade do ginásio(o galinheiro) e investir numa bicicleta para passar mais tempo ao ar livre. No início, não tive coragem de comprar uma Specialized de 500€, parecia-me demais. Comprei uma bicicleta de montanha em alumínio no Jumbo. Juntei-me aos miúdos do Clube de Ciclismo de Almada e, aos sábados ia ter com eles ao Parque da Paz, para aprender a fazer oitos, tirar as mãos do guiador e às vezes íamos mais longe, até quase perto do Cristo Rei.
A pasteleira do supermercado
Finalmente decidi dar um novo passo e comprei uma Myka da Specialized, que apesar de ser de uma gama muito baixa, já era mais evoluída que a pasteleira do supermercado. Com a Myka deixei a companhia do Clube de Ciclismo e fui pedalar para os trilhos com a tribo de btt da minha zona. Um desastre. Apesar de ainda não saber muito bem o que queria, descobri o que não queria quando dei uma queda violenta e fraturei o polegar direito. Ficou tão deformado, que duvido que alguma vez volte a desenhar como fazia antigamente.


Pousada da Juventude, Almada

Fonte da Telha, Almada

Serra da Arrabida, o refúgio

Serpa


Almada, em casa


Cabo Espichel

Salvaterra de Magos


Ericeira

O meu 1º Troia-Sagres

Arrabida


Mora - o meu 1º brm 200kms

brm 200km - Alto Minho, Esposende

Caminha
Amadora 2012


Alpiarça-Mealhada

Alqueva - brm400kms
Ponte de Lima, brm200kms-Alto Minho

Pronta para o brm 600kms
Viana do Castelo, brm 600kms

Caminhos de Fatima

Guarda-Manteigas-Torre

Ferry Troia-Setubal
L'Antique 200kms, Constância


Um assunto muito difícil de encarar é a morte daqueles que nos são queridos, que partiram e não deixaram endereço, número de telefone e nunca mais vão responder aos nossos emails. Só podemos compensar a dor, com a lembrança dos bons momentos.
Pode parecer mórbido, mas pedalar também convida à introspeção e a pensar no que é isto de ser um herói. para que serve ser herói ou heroína? Será para fazer a diferença na vida de alguém? Será isso que quero? Nao me parece. Há bons exemplos que vale a pena seguir e outros que até podiam ser bons, mas....
Tudo isto porque li um texto que vou transcrever:
"A morte é um assunto que todo mundo quer evitar, mas na realidade é dos temas mais motivadores que existe.
Quando temos a coragem de assumir que morreremos, sem escapatória, a ilusão de que temos algo a perder vai por água abaixo, a sensação do risco é substituida pela certeza da perda e como esta é inevitável em nossa curta existência neste Planeta, o que mais temos a perder?
Outra ilusão é nos convencermos da existência de super heróis. Airton Senna, Anderson Silva, Michael Shumacher, Steve Jobs e muitos outros, quando diante do caos, deixaram o recado com eloquência que nenhum de nós sairá ileso.
Mórbido? Pense o que você quiser, pois esta é a realidade mais motivadora que existe. É a constatação necessária e suficiente para fazermos o nosso tempo valer a pena, para termos a coragem de lutar por nossos projetos, sem medo, sem essa de estabilidade e com absoluto desapego enquanto temos a consentimento para existirmos.
Viver com essa consciência requer coragem, abrindo mão de entorpecer-se de ilusão, de injetar a morfina da mentira e recusando-se a se tornar um zumbi ambulante que deposita as suas esperanças em castelos de areia.
Então, o que de fato vale a pena? Isso é um bom trabalho de casa pra você refletir...
Bom domingo!
" in Geração de Valor


O essencial é invisível aos olhos, vê-se com o coração