“A perfeição é alcançada a passos lentos; é necessária a mão do tempo.” (Voltaire)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Windy, wet and cold weekend days

Tenho uma relação difícil com o vento.




O dia pode estar frio, chuvoso ou demasiado quente. Suporto relativamente bem, mas basta uma rajada de vento para desanimar. A minha experiência com os dias ventosos é muito desagradável. Sou empurrada, arrastada, fico simplesmente desorientada, vulnerável quando ele assobia e deixo de ouvir a aproximação dos carros. Se fosse eu a mandar todos os dias seriam bafejados por uma brisa amena, com menos de 15km/h.

No sábado, estava tanto vento que só saí porque tinha muita vontade de pedalar. Achei que não ia muito longe, talvez vinte quilómetros e com muita sorte. Uma nuvem passageira largou uns pingos de chuva e o vento afinal tornou-se mais ameno. O maior perigo eram as estradas bastante escorregadias e lamacentas. É nestas alturas que é bom ter um guarda-lamas. Os vinte quilómetros foram de aquecimento e resolvi endurecer mais a volta, juntando umas subidas. Upa! Vamos fazer força! Inicialmente tive a companhia de dois ciclistas que giravam no parque de estacionamento da estação de comboios. "Vou fazer umas subidas na Trafaria, querem vir comigo?" - eles recusaram e avisaram-me que devia levar comida. Primeira subida, e logo uma carga de água. "Não sejas maricas"- pensei e continuei. O vento começou a soprar mais forte e insisti. Mais disciplina. As repetições são sempre aborrecidas, por isso tento descobrir um motivo de interesse, na segunda, na terceira e na n repetição. À segunda vez passou uma colega de carro que acenou a mão ao ultrapassar-me. Na terceira vez, ao contornar uma rotunda, surpreendi o meu irmão a passar de carro e lá dentro as cabecinhas das sobrinhas agitaram-se: "Olha a tia". À quarta repetição, fui ultrapassada, por um carro patrulha da polícia local, que desta vez manteve uma distância correta, em vez da razia a que já me habituaram. Ouvi os cães das quintas a ladrarem furiosos cada vez que passava. Uff... não aguento mais, eles tinham razão, quanto ao abastecimento. Um arrepio de fraqueza, dispara o alarme. Só mais uma rampa, não custa muito, lá em cima é tudo plano. Bolas, um cão! Rapidamente fiz uma inversão do caminho e subi por outra rampa um pouco mais inclinada. O pacote de bolachas com que vinha a sonhar há algum tempo ia-se tornando cada vez maior. Já está. 61 quilómetros e 1100 metros de ganho de elevação. Ena, que voltinha boa!
Bastava ter levado uma banana ou gel e teria dado mais duas voltas. Nos brevets este descuido é a morte do artista.
Parque da Paz, Almada


Domingo. Acordei com uma vontade inadiável de caminhar. Dia perfeito para uma caminhada no Parque da Paz, para esticar as pernas(agora que não posso correr), aliviar o stress e realinhar os chakras.



O prazer da caminhada, é o da descoberta. Nunca tinha visto esta parede pintada com graffiti, se calhar por estarem escondidos num parque de estacionamento repleto de carros. Aos domingos não há carros e a arte parece saltar da parede.
Centro Sul, Almada
Centro Sul, Almada
Já não caminhava tanto há algum tempo e... os joelhos não reclamaram. Mais 1,5 quilómetro e teria chegado aos vinte quilómetros sem receio.
Agora sim, vamos ao check list para o L'Antique.

Iníc:io do check list:
Uma tarde bem passada numa aula de mecânica na BykeMaia

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