Agora ficou tudo baralhado.
A Nikita, não podia ser filha única, e convinha ter outra parceira de pedaladas mais modesta, para poupar os componentes da minha titânica. Perdi algumas horas de leitura e a aborrecer muita gente com emails e perguntas. Tinha a certeza que não queria voltar ao alumínio ou ao carbono. E o impensável foi encontrar o reino quase esquecido das bicicletas de aço.
Descobrir os segredos do aço, uma tecnologia tão antiga que os humanos dominam desde a idade do ferro, a hierarquia das ligas aço, os grandes fabricantes, foi uma ocupação agradável nestes dias frios e escuros em que fiquei mais tempo em casa devido ao mau tempo e ao descanso forçado para sarar lesões após um ano intenso de longas pedaladas.
Às vezes piscava o olho às bicicletas de aço vintage, mas desconfio que não me habituaria.
Supostamente da Inglaterra (ou quem sabe de Taiwan?) chegou a minha pequena Charge esbelta, linda mas pouco leve. A minha primeira cromoly.
Fiz uma viagem ao "novo clássico" e deixei-me seduzir por esta joia. Uma bicicleta simples, longe do circo das bicicletas da moda, de grande performance, mas com uma personalidade especial.
Esta bicicleta é das que têm alma.
Fiz uma viagem ao "novo clássico" e deixei-me seduzir por esta joia. Uma bicicleta simples, longe do circo das bicicletas da moda, de grande performance, mas com uma personalidade especial.
Esta bicicleta é das que têm alma.
Para fazer alguns "trabalhos de casa" enquanto a Nikita descansa.

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